[…] Ao contrário de muitos sistemas tecnológicos actuais como aqueles que são produzidos através da codificação de algoritmos feitos por empresas de software ditas state-of-the-art, ‘algoritmos em receita’, que se organizam através de comandos hierárquicos exteriores e estranhos em grande parte ao seu próprio caractér (incompativeis à simulação e modelização computacional de fenómenos largamente complexos e não-lineares, como a de um bando de aves em vôo, até à da propagação do El Niño pelo planeta, entre outros tantos exemplos necessários à vida em sociedade), está-se agora verdadeiramente a caminhar para a construção de novos sistemas artificiais, que se auto-organizam, tais como os naturais, através dos seus próprios processos internos, e esses desenvolvimentos estão simultâneamente a permitir conhecer mais sobre a própria natureza da Natureza […],

in V. Ramos, “Dois Caminhos divergiam na Floresta, e eu – eu tomei o menos viajado, e essa fez toda a diferença (*)”, palestra apresentada em “Horizontes da Física“, Univ. de Aveiro, Centro Cultural e de Congressos de Aveiro, Março 2007. (*) Tradução livre de “Two roads diverged in a wood, and I – I took the one less travelled by, And that has made all the difference“, Robert Frost (1874-1963), Mountain Interval, 1920.

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The other day, I decided to pick 23 books from my own library. These are books which anyone could read. Even those who are not working in Science  could understand them, and that’s probably the second best feature they have in common. So by order of appearance here they are: Ernst Haeckel “Art Forms in Nature”, Dana Ballard “An Intro to Natural Computation”, Brian Goodwin “How the Leopard changed its Spots”, Camazine et al “Self-Organization in Biological Systems”, David Gale “Tracking the Automatic Ant”, Douglas Hofstadter “Godel Escher Bach”, Fortner Meyer “Number by colors”, George Dyson “Darwin among the Machines”, Herbert Simon “Sciences of the Artificial”, Ian Stewart “Nature’s Numbers”, John Barrow “The Constants of Nature”, John Holland “Emergence”, John Holland “Hidden Order”, Kevin Kelly “Out of Control”, Marvin Minsky “The Society of Mind”, Maturana and Varela “El Arbol del Conocimiento”, Peter Bentley “Digital Biology”, Peter Coveney and Roger Highfield “Frontiers of Complexity”, Richard Dawkins “Climbing Mount Improbable”, Steven Johnson “Emergence”, Steven Levy “Artificial Life”, Steven Strogatz “Sync”, Stuart Kauffman “At Home in the Universe”, and William Bartram “The search for Nature’s Design”.

Leave you also with a recent short film piece (above) inspired on numbers, geometry and nature, by Cristóbal Vila (Eterea studios, Zaragoza, Spain). The movie depicts among other concepts, Fibonacci series, Golden Ratio, Delaunay, Voronoi tesselations … (music by Wim Mertens, … of course); if you are really interested on Nature’s Nature and his ‘mysteries‘, forget the horrible Dan Brown’s “Da Vinci Code”. This is it. These are some of the books that really matter: